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A oferta alimentar nas escolas
A escola é, sem dúvida, um lugar privilegiado para incutir bons hábitos
alimentares. É na escola que crianças e jovens passam a maior parte do
seu tempo, e para além disso, a escola possui um ambiente que favorece
qualquer aprendizagem. No entanto, a alimentação escolar é sempre um
tema difícil de tratar, pois envolve vários intervenientes, entre eles,
os pais, os professores, os responsáveis pelas refeições escolares e as
próprias crianças.
Para obtermos ganhos futuros, é necessário que todos estejam em
concordância e que rumem no mesmo sentido: se por um lado, os pais
incentivam a criança a ter uma alimentação adequada, é bom que na escola
a oferta alimentar possibilite também os bons hábitos trazidos de casa
para que este trabalho seja continuado. Para além disso, é importante os
professores possuírem bons conhecimentos sobre alimentação para poderem
ensinar correctamente e serem bons modelos de aprendizagem para as
crianças.
Em Portugal,
tem-se vindo a implementar várias medidas de forma a modificar a oferta
alimentar nas escolas. No final de 2006, as escolas passaram a dispor de
indicações sobre a alimentação que deve ser fornecida aos alunos, nos
bufetes e nas cantinas, através da distribuição do livro “Educação
Alimentar em Meio Escolar "Referencial para uma Oferta Alimentar
Saudável", publicado pela Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento
Curricular. Este referencial, presta esclarecimentos às escolas acerca
dos géneros alimentícios que devem ou não ser fornecidos aos alunos nos
bufetes escolares e apresenta-se como um instrumento de apoio para uma
cooperação entre as escolas e os centros de saúde. Entre os alimentos
recomendados destacam-se o leite e os iogurtes meio-gordos ou magros, os
sumos de frutas naturais, o pão feito a partir de farinhas pouco
refinadas, a fruta fresca da época e os produtos hortícolas. Entre os
géneros alimentícios a não disponibilizar salientam-se os fritos
(rissóis, croquetes, pasteis de massa folhada), os produtos de
charcutaria ricos em gorduras e sal (chouriço, salsicha, mortadela,
etc.), os refrigerantes, as batatas fritas, os hambúrgueres, os
cachorros quentes, as pizzas e as guloseimas.
Desta forma, começam a existir orientações concretas quanto
à oferta que se deve disponibilizar aos alunos. Agora, cabe às escolas
cumprir com as sugestões propostas pelo Ministério da Educação e
incentivar os alunos a consumir determinados alimentos que muitas vezes
causam desconforto junto dos colegas ou que são associados a uma
situação económica desfavorecida. Consegue ver um adolescente (rapaz) a
ingerir uma fruta num intervalo? E porque não começar a demonstrar aos
adolescentes que o consumo de fruta está também associado a uma imagem
de dinamismo, sucesso e diversão? E o consumo de leite escolar nas
escolas do 1º ciclo? Não estará também associado a uma imagem negativa
junto das crianças? São estas questões que nós, (pais, professores e
sociedade em geral), podemos tentar alterar de modo a promover um futuro
mais saudável para os nosso jovens.
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