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Kefir – alimento milagroso?
Quem
já ouviu falar de kefir, com certeza que ouviu dizer inúmeras maravilhas
acerca deste alimento: que cura o cancro, doenças respiratórias, doenças
do aparelho digestivo, eczemas, anemia, hipertensão arterial, colesterol
elevado, tromboses, entre outras. Será que temos disponível um alimento
com tantos poderes e ainda não o integrámos na nossa alimentação?
O
kéfir é um leite fermentado, com sabor ácido suave, é espumoso e de
baixo teor alcoólico. É produzido a partir da fermentação alcoólica e
ácido-láctica dos grãos de kefir, que são um complexo de bactérias e
leveduras que vivem em perfeita harmonia. Assemelha-se ao iogurte
natural quanto ao sabor, aroma e consistência e, tal como o iogurte, é
também fermentado por bactérias. No entanto, o kefir é fermentado por um
maior número e tipo de bactérias trazendo-lhe por isso mais benefícios.
O seu valor nutricional é semelhante ao do leite, apesar de o kefir ter
a vantagem de ter um menor conteúdo de lactose, o que é uma grande
mais-valia para quem é intolerante a este açúcar do leite. Tal como os
outros derivados do leite, é rico em cálcio, fósforo e magnésio, no
entanto, é mais rico em vitaminas do complexo B que são importantes para
a digestão.
Os
benefícios de incluir regularmente o kefir no nosso regime alimentar
passam essencialmente pelo facto de este aumentar a população bacteriana
e protectora do nosso organismo, contribuindo assim para um sistema
imunitário mais saudável. É por isso classificado como alimento
funcional, pois um alimento funcional é qualquer alimento ou parte dele
que proporcione benefícios à saúde, incluindo a prevenção e tratamento
de doenças, além de satisfazer os requisitos nutricionais tradicionais.
Apesar de todos estes benefícios que já lhe são reconhecidos, faltam
estudos que comprovem a sua capacidade de curar o cancro, a hipertensão
arterial ou o colesterol elevado, pois a maior parte dos estudos que se
encontram com este alimento são apenas realizados em ratos, ficando
ainda por saber se em humanos os efeitos serão os mesmos.
Mas
de facto, não podemos negar os efeitos benéficos do kefir no aparelho
digestivo e a sua riqueza em nutrientes. Sendo assim, se porventura até
gostar do sabor, porque não integrá-lo na alimentação diária como
substituto de um produto lácteo? E para quem não apreciar o seu sabor
ácido, poderá adicionar-lhe fruta para o tornar mais adocicado e rico em
fibras. No entanto, se pretender experimentar este alimento, tem de o
procurar junto de alguém conhecido, já que ele não se encontra à venda,
sendo apenas transmitido de mão em mão.
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