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Conhece os alimentos que consome?
A alimentação
tem vindo a modificar-se ao longo das ultimas décadas! Se há uns anos
atrás podíamos confiar nos alimentos que consumíamos, porque eram
produzidos nas próprias hortas e sem outros produtos adicionais,
actualmente encontramos à nossa disposição milhares de produtos, das
mais variadas origens e onde foram aplicados diversos processos
industriais. A produção de alimentos é cada vez mais industrializada,
usa técnicas cada vez mais complexas e quando o alimento chega ao
consumidor é difícil identificar todas as matérias-primas incluídas.
Esta produção assenta numa lógica de quantidade e não de qualidade, o
que leva à falta de cuidados de higiene, à utilização de hormonas na
pecuária, à inclusão de dejectos de aves na alimentação do gado (embora
se saibam contaminados por salmonelas!) e à comercialização de alimentos
geneticamente modificados sem rótulo próprio. Não é de admirar portanto,
que surjam problemas de saúde relacionados com a alimentação, como a BSE
ou as mais comuns intoxicações/infecções alimentares.
Por estas
razões é cada vez mais importante que o consumidor esteja informado e
consciente dos perigos que corre quando escolhe determinado produto ou
quando não toma os devidos cuidados no seu armazenamento ou conservação.
A primeira
fonte de informação que devemos consultar ao comprar algum produto
alimentar é o seu rótulo. Podemos dizer que o rótulo é o bilhete de
identidade do alimento, fornecendo ao consumidor as suas informações
individuais, para que o possamos conhecer melhor. De todas as
informações que o rótulo nos fornece há que dar particular atenção:
§ À lista de ingredientes e aditivos, pois através dela podemos saber
se um sumo de fruta tem realmente alguma fruta, se a sopa tem legumes,
etc, e em que quantidades relativamente aos outros ingredientes (é
importante não esquecer que a lista de ingredientes se encontra por
ordem decrescente de quantidades!);
§ À data limite de consumo e data de durabilidade mínima, de modo a
saber quanto tempo é que o produto se encontra próprio para consumo;
§ Às condições especiais de conservação, pois indicam a melhor forma de
conservar o produto em casa.
Os tão falados
e temidos “E” que aparecem nos rótulos são outra informação que devemos
ter atenção. Estes “E” designam aditivos que são adicionados ao produto
alimentar para prolongar a sua conservação, mas também para os tornar
mais atraentes e, por vezes, para disfarçar a falta de matéria-prima.
Apesar de existir uma lista de aditivos autorizados que se sabe serem
isentos de risco para a saúde, sabemos que os efeitos a longo prazo são
muito difíceis de testar, e por isso, de prever! Também a interacção
entre os diferentes aditivos que ingerimos não está suficientemente
estudada e é muito difícil verificar se consumimos mais do que a “dose
diária admissível” (esta dose está relacionada com o peso, e por isso
nas crianças atinge-se muito facilmente!). Sendo assim, o melhor é ler o
rótulo, e tanto quanto possível, escolher alimentos sem aditivos.
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