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Obesidade infantil – quando agir?
A obesidade infantil tem aumentado de forma dramática nas últimas
décadas, com consequências na saúde das crianças e adolescentes, fazendo
recear que a obesidade em adultos venha a aumentar
Em cerca
de 4.500 crianças do continente português, verificou-se que 33,7% das
raparigas e 29,5% dos rapazes têm excesso de peso ou obesidade,
levando-nos para o topo da obesidade infantil na Europa. Relativamente a
estas crianças, ou existe uma intervenção com sucesso ou parte
significativa poderá tornar-se obesa no estado adulto.
Num estudo realizado com os alunos do 4º ano das escolas básicas do
concelho da Marinha Grande, no ano lectivo 2004/2005, verificou-se que
32,6% das crianças tinham excesso de peso e 12% apresentavam já
obesidade. Tal como noutros estudos realizados a nível nacional, a maior
prevalência de obesidade infantil na Marinha Grande, registou-se em
famílias de menor nível sócio-económico e em pais com menor idade.
As origens da obesidade são debatidas diariamente e pode-se confirmar
que os factores genéticos influenciam bastante a predisposição para a
obesidade infantil. No entanto, a genética por si só não explica o
aumento da obesidade nos últimos anos. Tal como nos adultos, a obesidade
infantil e juvenil é consequência de um desequilíbrio entre as calorias
consumidas e as gastas. Este desequilíbrio deve-se a um conjunto de
factores sociais que influenciam a forma como as crianças se alimentam,
praticam exercício físico ou brincam. São poucos os casos de obesidade
cuja origem está em perturbações hormonais ou noutros problemas físicos.
Os factores de risco que estão identificados para a obesidade infantil
são: o tempo gasto pela criança a ver televisão, pois se por um lado, é
pouca a actividade física enquanto se vê T.V., por outro, as crianças
que passam muitas horas em frente ao televisor estão muito mais expostas
à publicidade a alimentos pouco saudáveis, alterando assim as suas
preferências alimentares; a obesidade nos pais e o peso à nascença. Como
factores protectores estão identificados as horas de sono da criança, o
nível de educação dos pais e o facto de não ser filho único.
Enquanto, há uns anos atrás, o excesso de peso infantil não se
considerava prejudicial - a gordura na criança era sinal de boa saúde -,
actualmente, sabe-se que a obesidade provoca problemas, imediatamente e
no futuro. A obesidade pode, assim, aparecer muito cedo, o que implica,
não só um maior risco para a saúde, mas também problemas sociais e
económicos graves.
O diagnóstico da obesidade infantil faz-se através da combinação de
quatro factores: o sexo, a idade, o peso e a altura. Através do peso e
da altura, consegue-se calcular o Índice de Massa Corporal (IMC) e, é
através deste que se detecta o excesso de peso ou obesidade. O IMC acima
do percentil 85 revela excesso de peso e acima do percentil 95 revela
obesidade.
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