Dieta Mediterrânica é candidata a património cultural da UNESCO

   A Dieta Mediterrância pode vir a tornar-se património cultural imaterial da UNESCO. Quem partiu para a candidatura foram "nuestros hermanos", mas contam com o apoio de outros países como Portugal, Grécia, França e Itália.

   O objectivo é dar a conhecer ao resto do mundo a alimentação e tradição que predominam nos países mediterrânicos e fomentar a vida saudável.

   Mas o que é que caracteriza, afinal, a dieta mediterrânica?

   A dieta mediterrânica nasceu nos anos 50, quando um investigador americano, resolve vir à Grécia, Itália e Espanha para estudar o porquê da reduzida incidência de doenças cardíacas e de excesso de colesterol nestas populações.

  O padrão alimentar que ele encontrou nestas populações caracterizava-se pelos seguintes aspectos:

  • a comida era distribuida por 5 a 6 refeições diárias;
  • as refeições utilizam um conjunto variado de alimentos, em pequenas porções;
  • é elevado o consumo de pão e de outros alimentos à base de cereais, e de leguminosas secas;
  • utilização de produtos hortícolas e frutos;
  • utilização permanente e predominante de azeite, para cozinhar e temperar;
  • consumo moderado de lacticínios, mais frequente sob a forma de queijo e iogurte;
  • consumo de carnes vermelhas poucas vezes por mês;
  • as bebidas preferidas são o vinho tinto, os chás e as infusões de ervas.

   Este tipo de alimentação é um bom modelo para outros países ocidentais, sendo por isso importante reabilitar e repromover a alimentação mediterrânica entre as populações, com o objectivo de diminuir a propagação de modelos nocivos de alimentação, característicos das sociedades modernas.