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Artérias de crianças
obesas são idênticas a adultos de meia idade
Uma equipa de
investigadores olhou para as placas de gordura acumuladas nas artérias
de 70 crianças obesas com uma média de 13 anos. O resultado: São
idênticas às de um adulto com 45 anos de idade. Estas crianças correm o
risco de sofrer um ataque cardíaco ou um enfarte aos 30 anos, alertam os
cientistas.
O estudo foi
coordenado por Geetha Raghuveer, da Universidade de Missouri Kansas City
Shool of Medicine e do Children´s Mercy Hospital, e revelado ontem num
encontro de especialistas em Nova Orleães. “São conclusões alarmantes”,
referiu à Reuters a investigadora principal que quis tentar perceber
qual seria a “idade vascular” destas crianças.
As análises ao
colesterol mostraram resultados esperados. Os níveis do LDL (mau
colesterol) estavam alto e os de HDL (conhecido como o colesterol bom)
estavam baixos. Os exames também revelaram elevadas quantidades de
triglicerídeos. Especialmente atentos às artérias carótidas (situadas no
pescoço), os investigadores recorreram à ultra-sonografia para avaliar o
seu estado geral. Segundo Geetha Raghuveer, o que se concluiu foi que a
“idade vascular” destas crianças era três décadas mais velha do que a
sua idade cronológica.
A combinação mais
perigosa para eventuais problemas cardíacos será mesmo quando uma
criança alia a obesidade aos elevados níveis de triglicerídeos. A autora
do estudo acredita, no entanto, que com uma modificação do estilo de
vida destas crianças é possível reverter os danos causados nas artérias
e recuperá-las. Nalguns casos bastará perder peso, comer bem e fazer
exercícios. Noutros poderá ser preciso uma ajuda de fármacos (estatinas)
para fazer baixar o colesterol. Ainda assim, há esperança.
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